Estado Islâmico ameaça, em vídeo apocalíptico, atacar os EUA

Jihadistas ameaçam converter o território que controlam no túmulo do exército dos EUA, caso a campanha militar aérea em curso derive em ação terrestre dos norte-americanos. Assista ao vídeo

O Estado Islâmico divulgou o trailer de um vídeo [assista abaixo] no qual os jihadistas ameaçam converter o território que controlam, entre a Síria e o Iraque, no túmulo do exército norte-americano, caso a campanha militar aérea em curso derive em ação terrestre dos norte-americanos.

Ao longo do trailer de 52 segundos, intitulado “Chamas de guerra: a luta ainda está a começar”, ouve-se a voz de Barack Obama a dizer que “as tropas norte-americanas não voltarão a lutar no Iraque”.

As palavras de Obama são intercaladas com imagens que evidenciam o poderio audiovisual do Estado Islâmico: línguas de fogo enchem o ecrã, entre fotogramas bélicos em câmara lenta, imagens trepidantes e espetaculares, flashes rápidos de batalhões norte-americanos e execuções feitas no califado, com um amplo historial de lapidações, amputações, crucificações e assassinatos a sangue frio.


O trailer, da Al Hayat, a produtora de conteúdos em inglês do Estado Islâmico, surge um dia depois de um assessor militar de Barack Obama ter declarado no Congresso que não descarta a opção de enviar tropas para o terreno caso os ataque aéreos sobre as posições estratégicas jihadistas não atinjam o objetivo anunciado há uma semana: “fragilizar e, em última instância, destruir o Estado Islâmico”.

O trailer, que termina com um “brevemente” ao melhor estilo de Hollywood, é mais um produto do departamento de propaganda do Estado Islâmico. Até à data, a Al Hayat assinou vídeos das decapitações dos reféns ocidentais ou de jihadistas estrangeiros que relatam a a vida no califado.

Uma narrativa construída para agradar a centenas de combatentes estrangeiros e para ser disseminada em publicações como a revista de língua inglesa “Dabiq”, em mensagens de 140 caracteres no Twitter, em textos de Facebook e em vídeos filmados e editados de forma profissional.

De acordo com dados da CIA, o número de combatentes do Estado Islâmico triplicou desde o último registo da agência norte-americana. O grupo que faz sombra à Al Qaeda na liderança do jihadismo conta com entre 20 mil e 31 500 militantes nas zonas que administra na Síria e no Iraque.

Ryan Trapani, porta-voz da CIA, explicou que o vertiginoso aumento deve-se aos “êxitos no campo de batalha, à declaração do califado a uma maior atividade bélica e às vias de comunicação”.

Vídeo:



pragmatismopolitico.com.br
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