Rackel Sheherazade errou ao "defender" os "vingadores" que amarraram o assaltante em um poste?

Rachel Sheherazade mais uma vez provoca polêmica. Ao fazer um dos seus comentários no SBT Brasil, a Jornalista paraibana fez duras críticas aos defensores do jovem  criminoso de 17 anos, amarrado a um poste por um grupo de "justiceiros" no Rio de Janeiro. Rapidamente seu vídeo se espalhou para internet e virou motivo de discussão. A grande questão é: Rachel Sheherazade, afinal, deu apoio ao grupo de "justiceiros"? E se deu, ela está certa? Vejamos:


A mídia comprada, partidária e desonesta, tratou logo de querer "manchar" a honra da Jornalista. Não por acaso, Rachel Sheherazade tem feito inúmeros comentários assertivos no SBT Brasil. Dizendo com liberdade o que pensa sobre temas polêmicos, essa paraibana tem conquistado uma legião de fãs, consequentemente de audiência. Outras emissoras, bem como jornalistas, personalidades políticas e entidades, tem crescido os olhos sobre essa Jornalista, por quase sempre ir de  encontro ao "politicamente correto" estabelecido nas mídias brasileiras, servindo, portanto, de contraponto à opinião de outros veículos de comunicação. Dessa vez não foi diferente, enquanto muitos tratavam com "pesar" o fato do jovem ter sido agredido e amarrado num poste, no Flamengo, RJ, a Rachel Sheherazade escancarou em rede nacional as razões do que acredita ter sido a verdadeira causa para o incidente. Veja o comentário no vídeo abaixo, volto em seguida:

Obs.: Desligue a mídia acima da lista de membros da 
comunidade G+ do lado esquerdo do video para ouvir o vídeo.


O que acharam? Será mesmo que ela está apoiando ou incentivando a justiça com as próprias mãos? Evidente que NÃO! O "problema" é que Rachel possui inteligência e uma crítica apurada, ao ponto de saber pontuar uma questão, não tratando-a superficialmente. Além disso ela é uma cristã evangélica que preza por alguns valores "tradicionais", algo que, digamos... está fora de moda, certo? Ela vai além da "mera notícia". A Rackel inspira no telespectador uma reflexão maior do que o próprio fato.

Os maldosos de plantão, desonestos intelectualmente, modistas políticos ou simplesmente ignorantes, deram destaque a palavra "COMPREENSÍVEL" para dizer que a Jornalista apoia o grupo que agrediu o jovem criminoso. Vamos aos fatos? Vou enumerar, assim talvez fique mais "legível" para alguns (se é que me entendem) e a compreensão correta do texto não fique atrapalhada:

01 - Nos 15 primeiros segundos do vídeo Rachel deixa claro que o "Jovem Adolescente" amarrado no poste, se trata de um CRIMINOSO com mandado de prisão, acusado três vezes por roubo e furto. Com isso ela faz perceber que não se trata de um jovem qualquer, mas de um assaltante, desconstruindo a imagem piedosa "pintada" pela mídia sobre uma "vítima inocente";

02 - Dos 16 aos 31 segundos temos a origem de toda a polêmica. A Jornalista simplesmente faz uma exposição da INEFICIÊNCIA do poder judiciário brasileiro. Citando dados de homicídio e arquivamento processual, ela põem em evidência não apenas a CRISE no setor judiciário, como a FALTA DE SEGURANÇA pública sofrida por milhões de brasileiros. É nesse CONTEXTO que a mesma diz ser "... até compreensível" a atitude dos "vingadores". Ora, desde quando compreender significa concordar? Posso compreender os motivos que levam a um assassinato, uma guerra, ato de violência qualquer, mas essa compreensão não significa em hipótese alguma concordância. A Jornalista, portanto, revela uma compreensão ABRANGENTE do fato, que não diz respeito apenas a um "adolescente agredido e amarrado no poste", mas uma visão contextual dos elementos que podem fazer chegar a essa situação. Isso em hipótese alguma significa concordância com o episódio;

03 - Dos 32 ao 51 segundos, Rachel Sheherazade enfatiza ainda mais sua crítica a omissão\ineficiência do Estado, com relação à segurança pública. Nesse trecho sua crítica não se restringe ao ato dos "vingadores". Ela fala de modo abrangente, percebe-se claramente isso quando diz "... aos cidadãos de bem", referindo-se, portanto, a todos nós, o povo, telespectadores, o direito de DEFESA. Ora, a legítima defesa é um direito de todo cidadão, é exatamente isso que ela ressalta, expondo a gravidade desse direito numa sociedade em que a segurança pública não é suficiente, o judiciário é lento e os bandidos são milhares. Em outras palavras, a jornalista diz que o povo tende a se defender -- do seu jeito -- quando se vê desprotegido, ameaçado, vituperado, e que isso é um direito, embora não seja o ideal que aconteça assim, uma vez que é dever do Estado garantir a segurança da população.

Uma figura que não agrada os "defensores das minorias"!

Rackel Sheherazade não agrada, simplesmente porque seu discurso não trata as "minorias" de modo "abestalhado" como fazem alguns políticos e pseudointelectuais, onde falar de "minorias", assim como "direitos humanos", virou sinônimo de privilégios e consequente conquista de "poder". As minorias, na boca desses fantoches culturais, servem apenas de veículo que chamam atenção para os interesses de quem são os verdadeiros responsáveis pela engenharia social vigente, massageando o ego "revolucionário" do -- ser contraditório -- e excluído socialmente, não por identidade, mas por mera conveniência. Em outras palavras, enquanto -- ser minoria -- for uma condição necessária para o surgimento de certas causas, esses fantoches sempre estarão discursando em favor delas, independente se tal minoria for composta por assassinos, estupradores, pedófilos, assaltantes, religiosos, amarelos, homossexuais, pretos, brancos ou vermelhos, entende? Dessa forma penso que o problema não está nas minorias, mas sim na alienação de alguns, que instrumentalizam essa parcela com o propósito de ganhar visibilidade para causas que, de outro modo, não teriam espaço dentro das "maiorias".

É preciso ter uma grave deficiência escolar (interpretação de texto, lembra?) para não compreender que a opinião da Rackel é uma crítica ao sistema público de segurança e juizado, e não um incentivo à violência, como querem fazer pensar. Não é surpresa que pensamentos distorcidos assim venham de partidos como o PSol, aliado do PT, um suposto "defensor das minorias" e direitos humanos. Esse partido entrou com uma -- patética -- representação no Ministério Público contra o SBT, devido ao comentário da Jornalista, um pequeno exemplo do nível de "compreensão" socialista desses esquerdopatas. 

Não é por acaso que a Jornalista também ironiza os defensores dos "direitos humanos", certamente prevendo as críticas caluniosas a seu respeito. Ora, esses que ela ironiza não são os defensores reais da humanidade, mas oportunistas, sanguessugas políticos, que veem na figura de qualquer pessoa com poder de influência, uma ameaça, caso contrarie seus interesses. 

Finalmente, a Rackel Sheherazade sente-se livre para dizer o que pensa e não tem medo de fazer assim. Ainda que possa estar equivocada em alguns detalhes, seus erros seriam insignificantes perante a indiferença de Jornalistas escravos dos seus pagantes, omissos e descomprometidos com a verdade dos acontecimentos. É mais válido uma única Jornalista corajosa como a Rackel, sem "papas da língua", sujeita a erros como qualquer um, porém, disposta a defender o que acredita, do que milhares de profissionais úteis, marionetes da informação, comprados por um salário que finca neles a mordaça intelectual dos que governam a mídia, a política e talvez a justiça.

http://www.opiniaocritica.com.br/

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