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CGADB, as Batalhas judiciais e dívida de R$1 milhão de reais

A batalha judicial protagonizada pelos apoiadores do pastor Samuel Câmara com a atual diretoria da Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB) teve novos capítulos recentemente.

Após a concessão por parte da Justiça do Amazonas de uma liminar que suspendia a realização da 6ª Assembleia Geral Extraordinária (AGE) na data de ontem, 02 de setembro, foi cassada após a direção da CGADB recorrer da medida, no dia 30 de agosto.


A decisão de invalidar a medida cautelar foi tomada pelo desembargador Paulo César Caminha e Lima, do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas. Além de suspender a AGE, essa liminar determinava também a reintegração do pastor Ivan Bastos à função de Primeiro Tesoureiro da entidade, o que não foi realizado após a apresentação do recurso.

Durante a realização da AGE ontem, na Assembleia de Deus do Belenzinho, em São Paulo (igreja pastoreada pelo presidente da CGADB, José Wellington Bezerra da Costa), foi definido através do voto de 2.638 convencionais inscritos, que o pastor Ivan Bastos seria desligado do quadro de filiados da CGADB. Dentre os presentes, 2.504 votaram pelo desligamento do pastor, 134 votaram contra a medida.

No lugar de Bastos foi empossado o pastor Álvaro Alen Sanches, que havia sido eleito para o cargo de Segundo Tesoureiro da entidade durante a 41ª Assembleia Geral Ordinária (AGO). Durante a AGE de ontem, o pastor Josias de Almeida Silva foi eleito para o cargo de Segundo Tesoureiro, ocupando o espaço vago pela “promoção” de Sanches ao cargo de Primeiro Tesoureiro.

Multas

O pastor Geremias do Couto comentou em seu blog a decisão do desembargador Paulo César Caminha e Lima de derrubar a liminar que suspendia a AGE: “A reunião está provisoriamente amparada [pela Justiça], ficando na dependência do julgamento de mérito ainda sem data marcada para ocorrer, o que pode assim mesmo torná-la nula de pleno direito, caso seja esse o entendimento do juiz”. Para Couto, a decisão provisória da Justiça torna provisória também a exclusão do pastor Ivan Bastos, assim como a definição de quem ocupará os cargos na Tesouraria da CGADB.

Entretanto, Geremias do Couto menciona outras situações em que a direção da CGADB estaria descumprindo decisões judiciais. Segundo o pastor, a conta a pagar da entidade com a Justiça já somaria altas cifras: “Essa é uma sequência de outros atos em que a Mesa Diretora também não acatou decisões judiciais, como, por exemplo, deixando de apresentar a conciliação bancária para definir os que de fato estavam inscritos para participar da AGO em abril e a eleição do Conselho Administrativo da CPAD, que, segundo decisão judicial, deveria ser realizada após a eleição da Mesa Diretora. A multa diária com a justiça já ultrapassa um milhão de reais!”, exclama o pastor.

No entendimento do pastor e blogueiro, as decisões tomadas possuem apenas duas explicações plausíveis: “Ou o pastor José Wellington perdeu todos os limites em sua sanha de perpetuar a família Costa no comando da CGADB, promovendo mais uma cisão nas Assembleias de Deus, ou está extremamente mal-assessorado por causa de acordos obscuros para se sustentar como presidente da CGADB. O tempo dirá. Mas a continuar assim, outras multas virão e até mesmo decisões mais drásticas poderão acontecer”, escreveu.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

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